O governo vietnamita estima que, em seis anos, os produtos geneticamente modificados poderão valer, aproximadamente US$600 milhões. Além disso, a biotecnologia pode estimular a economia com a geração de até 700 mil novos empregos na área rural.
De acordo com o Primeiro Ministro do Vietnã, Pham Gia Khiem, durante conferência sobre biotecnologia, em Hanoi, no último dia 21 de novembro, o Vietnã deseja se tornar um líder na área da biotecnologia. O Primeiro Ministro revelou ainda que o Vietnã já prepara a lei para regularizar os direitos de propriedade intelectual e modificação genética.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia do Vietnã, a implementação da biotecnologia na área agrícola traria a possibilidade de criar variedades de plantas geneticamente modificadas, resistentes a pragas e a herbicidas, com aumento da produtividade, melhor qualidade e competitividade, comparadas a variedades importadas.
Outras estratégias do governo vietnamita para o fortalecimento da biotecnologia agrícola no país são treinar cientistas, trabalhar com parcerias internacionais e atrair de volta ao Vietnã pesquisadores que somente encontraram oportunidade de realizar pesquisas no estrangeiro.
Já na África do Sul, Diran Makinde, reitor da Universidade de Agricultura Vinda, e membro da AfricaBio, afirmou, no último dia 09 de dezembro, durante a conferência "Biotecnologia e Agricultura Africana", em Washington, que a biotecnologia poderia ser usada como uma ferramenta para melhorar a qualidade dos grãos e estimular a agricultura no continente. O resultado da modificação genética reduziria custos e abriria mais nicho de mercado no continente.
Soja, milho e algodão seriam as principais variedades a se beneficiar com a biotecnologia, tendo espaço para exportação como parte do programa "Ato de Oportunidade e Crescimento Africano" , em inglês "African Growth and Opportunity Act" (AGOA).
Para Mankinde, as possibilidades de lucro com a biotecnologia são infinitas, uma vez que a tecnologia na agricultura permite o cultivo em áreas secas, irrigação adequada, controle de ervas daninhas e resistência a pragas.
Para a implementação de projetos com a biotecnologia, ministros sul-africanos pedem um investimento inicial de US$16 bilhões do Banco Mundial, que, segundo eles aumentaria a adesão à biotecnologia, melhorando a produtividade nacional.
Para ler a notícia na íntegra do Vietnã, visite o site:
http://www.biotechknowledge.com/BIOTECH/knowcenter.nsf/ID/3CAE794EEEDFB6EA86256DEF0056B91A#vie
Para saber mais sobre a conferência "Biotecnologia e Agricultura Africana", visite o site: http://usinfo.state.gov/xarchives/display.html?p=washfile-english&y=2003&m=December&x=20031210171724naganalfc0.8904688&t=usinfo/wf-latest.html
Data: 05/01/2004
Fonte: CDI - Anaisa Silva - www.cdicom.com.br