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Sábado, 25 de Maio de 2013.
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Relatório da ONU confirma: O Planeta está em perigo

Fonte: CEBDS

Relatório da ONU confirma: O Planeta está em perigo



Advertência de cientistas faz parte do


Programa de Avaliação Ecossistêmica do Milênio


que será lançado nesta quarta-feira, dia 30, em Brasília




Está comprovado cientificamente: hoje, 60% dos serviços dos ecossistemas do planeta – tais como água doce, pesca, regulação do solo e do clima – registram alto grau de degradação ou são usados de forma insustentável. E este processo nocivo tende a agravar-se nos próximos 50 anos, colocando em risco a sobrevivência das futuras gerações. A constatação faz parte do relatório do programa Millennium Ecosystem Assessment (Avaliação Ecossistêmica do Milênio), que será distribuído em todo mundo nesta quarta-feira, dia 30 de março de 2005. No Brasil, o relatório será apresentando pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Saúde, em conferência com a imprensa, marcada para as 10h30m, na sede da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), em Brasília.




Desenvolvido com suporte da ONU, WBCSD (Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável), Nasa, e em parceria com outras instituições empresariais, acadêmicas e da sociedade civil de todo o mundo, o Millennium Ecosystem Assessment é o maior estudo científico já realizado sobre os ecossistemas do planeta. Lançado oficialmente no início deste milênio pelo secretário-geral do ONU, Kofi Annan, o programa é resultado de uma minuciosa avaliação realizada por 1.300 cientistas de 95 países.



Os cientistas avisam no relatório final do estudo: “qualquer progresso conseguido em relação aos objetivos da erradicação da pobreza e da fome, melhoria da saúde e proteção ambiental é pouco provável que seja sustentável se a maior parte dos serviços dos ecossistemas nos quais se assenta a humanidade continuam a deteriorar-se”. Os cientistas advertem ainda que, caso esse processo de degradação ambiental não seja revertido, dificilmente será possível o cumprimento das Metas do Milênio, estabelecidas em reunião realizada em 2000 na sede da ONU e ratificadas dois anos mais tarde, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, em Johanesburgo, na África do Sul.



Embora as provas científicas sejam ainda incompletas, são suficientes para os especialistas avisarem que a contínua degradação de 15 dos 24 serviços de ecossistemas analisados aumenta a possibilidade de potenciais mudanças climáticas bruscas que irão afetar seriamente o ser humano. Entre as conseqüências, os cientistas citam como exemplo o aparecimento de novas doenças, mudanças repentinas na qualidade da água, o aparecimento de znas marinhas biologicamente mortas ao longo da costa, o colapso dos bancos de pesca e as alterações climáticas regionais.






QUATRO PRINCIPAIS CONCLUSÕES



O relatório completo tem ao todo dez mil páginas que serão editadas nos principais idiomas do mundo para que possam servir como norte das políticas públicas e oferecer subsídios básicos para os tomadores de decisão nas empresas e outros setores da sociedade. Para simplificar o entendimento da Avaliação do Ecossistema do Milênio, o relatório-síntese do estudo destaca quatro conclusões principais:



Os seres humanos mudaram os ecossistemas mais rapidamente e extensivamente nos últimos 50 anos do que em qualquer outro período da história. Estas modificações foram realizadas para satisfazer à procura crescente de mais alimentos, água doce, madeira, fibras e combustíveis. Mais áreas do planeta foram convertidas para agricultura desde 1945 do que nos séculos XVIII e IXX juntos, com o agravante do uso crescente de fertilizantes de azoto sintético. Os especialistas afirmam que estas alterações resultaram numa substancial e irreversível perda de diversidade de vida na terra, com cerca de 10 a 30% dos mamíferos, aves e anfíbios ameaçados de extinção atualmente.



As alterações nos ecossistemas que têm contribuído para os ganhos de bem-estar humano e desenvolvimento econômico são obtidas às custas da degradação crescente da maior parte dos serviços de ecossistema. Apenas quatro serviços de ecossistema aumentaram nos últimos 50 anos: colheitas, produção pecuária e produção de aquacultura, e aumento da capacidade de seqüestro do carbono na regulação climática global. Dois serviços – pescados e água potável – estão agora em níveis muito aquém da procura atual, e ainda menos da procura projetada para o futuro. Os especialistas afirmam que estes problemas irão diminuir substancialmente os benefícios para as futuras gerações.




A degradação dos serviços dos ecossistemas pode acentuar-se significativamente durante a primeira metade deste século e é uma barreira para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Em quatro cenários de futuro plausível explorados pelos cientistas, é projetado algum progresso na eliminação da fome, mas mesmo assim esse progresso será insuficiente para atender integralmente a meta: reduzir à metade do número de famintos até 2015. Os especialistas avisam que as mudanças nos ecossistemas, tais como a desflorestamento, influenciam na proliferação de patologias como a malária e a cólera, assim como o risco de aparecimento de novas doenças. A malária, por exemplo, contribui para cerca de 11% do peso das doenças na África e, se tivesse sido eliminada há 35 anos, o crescimento bruto do PIB dos países atingidos teria sido maior em cerca de US$100 bilhões.




O desafio de reverter a deterioração dos ecossistemas, mesmo com o aumento da procura dos recursos naturais oferecidos, pode ser obtido através de mudanças de políticas públicas e institucionais. Contudo, estas mudanças são enormes e ainda não sendo postas em prática. O relatório apresenta as opções que existem para conservar ou melhorar os serviços dos ecossistemas, e que reduzem os trade-offs entre serviços. A proteção das florestas naturais, por exemplo, não conserva apenas a vida selvagem, mas fornece também água potável e reduz as emissões de carbono.





O local da solenidade de lançamento será no auditório Avelino Costalonga, localizado no andar térreo da sede da CODEVASF - SGAN, quadra 601 – Conjunto I – Edifício Deputado Manoel Novaes, Brasília, DF.





Mais informações


Jussara Utsch


Tels.: (21) 3139.1250 / celular: 21 9338 6811


Email: Jussara@cebds.org


Site:www.cebds.org

Data: 28/03/2005

Fonte: CEBDS

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